Dicas e Roteiros

Travessia – Ponta da Joatinga-RJ


Reunir a riqueza da Mata Atlântica a um mar de águas cristalinas, só o extremo litoral sul do estado do Rio de Janeiro, também conhecido por Costa Verde, consegue fazer tão bem. E esse paraíso fica ainda mais completo quando você une história e cultura num só lugar. É essa mistura que compõe a beleza da travessia da Ponta da Joatinga, que vai de Parati até a Vila de Laranjeiras, próxima à Trindade.

Localizada numa península que tem o formato parecido ao de uma bota, este roteiro se inicia na bela cidade histórica de Parati, no Estado do Rio, quase divisa com o vizinho São Paulo. O difícil acesso fez com que a Mata Atlântica do lugar ficasse preservada e atualmente a área está protegida pela Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e a pela Reserva Ecológica da Joatinga. Esta é uma das mais importantes unidades de conservação do sul do Rio de Janeiro e faz divisa com o Parque Nacional da Serra da Bocaina. O percurso, feito normalmente em três dias, é formado por praias quase desertas, montanhas cobertas de verde e cachoeiras, numa trilha de rara beleza.

O clima da região é quente e úmido, com temperatura média de 27 graus. A melhor época para fazer a travessia é o verão. Apesar da temperatura mais alta, dá mais possibilidade de aproveitar as praias, que acompanha o trajeto todo o tempo, além dos deliciosos banhos de cachoeira.

A travessia começa na Praia Grande de Cajaíba, cujo acesso é feito em duas horas de barco a partir de Parati. Para chegar ao seu início é preciso cruzar o Saco do Mamanguá. Ali se encontra a Praia Grande, de águas cristalinas e areia fofa, convidativa ao mergulho e que tem um parque aquático privativo, a Cachoeira da Deserta, escondida no sopé do morro, a menos de dois quilômetros do mar. A partir desta belíssima praia, grande como o próprio nome diz, segue-se para Itaóca, praia completamente deserta, e depois para Calhéus. A praia de Ipanema, próximo ponto, é o local onde se encontra um poço de água doce, ideal para se refrescar e seguir adiante. O Pouso do Cajaíba é o ponto ideal para um descanso e almoço.

Após enfrentar uma boa subida, compensada por uma belíssima vista panorâmica, se chega ao destino do primeiro dia: a Praia Martim de Sá, primeiro ponto de acampamento para pernoite. A praia é perfeita para quem surfa, devido às suas fortes ondas. O local onde ficar não tem erro: a área de camping é mantida pelo seu Maneco, único morador da praia, que adora uma boa conversa e, ainda, oferece jantar feito por sua esposa. Aliás, um dos principais atrativos desta travessia é desfrutar do convívio com as comunidades caiçaras. A maioria das propriedades não tem cercas ou muros, pois todos por lá se conhecem ou são aparentados. Cerca de 80% dos habitantes dessas comunidades nasceram por lá mesmo.

No segundo dia de caminhada o destino é Ponta Negra. O primeiro ponto onde se chega é a praia de Cairuçu, a uma hora de caminhada. Em seguida o caminhante enfrentará o trecho mais difícil da caminhada, com três horas de subida intensa e mais uma hora e meia de descida íngreme em trilha, chega-se à Praia de Ponta Negra, uma vila de pescadores com umas 30 famílias. No local, um pequeno rio deságua no mar e oferece banhos deliciosos.

O terceiro e último dia é mais tranqüilo. Após uma pequena subida, com belíssimo visual, se chega a Galhetas, onde é preciso caminhar pelas pedras para continuar a trilha. Em seguida, mais algumas praias: Antiguinhos, depois Antigo, onde há um ótimo rio para se refrescar e, segundo as histórias, há também vestígios de antigas civilizações (daí seu nome). Após uma subida, é possível enxergar toda a Praia do Sono, destino quase final da caminhada. Mas para chegar nela é preciso enfrentar ainda uma grande descida íngreme.

Quem quiser dar uma esticada de mais um dia pode subir o Pico do Cairuçu, a partir da Praia do Sono. A trilha até lá demora oito horas aproximadamente, ida e volta, e só pode ser feita com guia local habilitado pela comunidade. Do alto do pico, de 1.407 metros de altitude, é possível avistar Laranjeiras, Trindade e a Brava de Camburi, já no município vizinho de Ubatuba, além do Saco de Mamanguá e parte da Serra da Bocaina. Segundo o Sr. Jô, antigo morador da Praia do Sono, este nome tem origem nas esquadras portuguesas que passavam pela região.

Como a praia é cercada por dois grandes morros, um de cada lado, o sol nasce mais tarde e se põe mais cedo. Assim, eles acreditavam ser ali o local ideal para descanso. Apesar do nome, não é hora de sono para quem está fazendo a travessia, pois falta apenas o último trecho para encarar, cerca de uma hora até a Vila de Laranjeiras. A travessia pode ser feita nas duas direções. No roteiro não há nenhuma pousada, a única opção é acampar mesmo.

Já sobre a alimentação, é possível conseguir refeições feitas pelos moradores locais, que oferecem típica comida caiçara em casa ou em restaurantes improvisados. Para aqueles com pouca experiência recomenda-se a contratação de um guia ou agência de turismo especializada para realizar o percurso, pois a trilha tem várias bifurcações.

Como Chegar

Parati está localizada na BR-101, mais conhecida como Rodovia Rio-Santos. O acesso pode ser feito tanto para quem vem do Rio de Janeiro (a 263 km), como para quem vem de São Paulo (cerca de 300 km).

Ponta da Joatinga com Trilhas & Rumos

Por se tratar de uma travessia com acampamento é fundamental levar itens como barraca, saco de dormir, isolante térmico, de preferência acondicionados em uma boa mochila cargueira, que ofereça conforto para o caminhante. Por ser uma caminhada longa, a Trilhas & Rumos recomenda seus equipamentos mais técnicos e confortáveis, para que você possa aproveitá-la melhor.

Em se tratando de mochilas, uma boa opção é a cargueira CramponTech 77 Tech, principalmente para quem precisa de mais espaço. Ideal para grandes caminhadas, possui compartimento para garrafas e cantil de hidratação, e ajuste rápido da estrutura de apoio pelo Quick Fit System. Outra alternativa é a mochilaCrampon 68, que possui bolso frontal que pode ser destacado, virando uma pequena mochila de ataque.

Como tudo será carregado nas costas, qualquer peso a mais pode fazer diferença. Otimize ao máximo o que puder. Por isso, indicamos o saco de dormir Micro Pluma, que tem apenas 1kg. E para o isolamento térmico, uma alternativa boa é o Isolante Matratze Light, que pesa apenas 300g e possui uma face aluminizada que deve ser colocada em contato com o corpo, aumentando a proteção térmica.

Uma boa opção de barraca é a Bivak Alumínio. Ela acomoda uma pessoal confortavelmente, com sua bagagem pessoal, e tem apenas 1,7 Kg! Para duas pessoas a melhor alternativa é a barraca Cota 2, que pesa 3,3 Kg. Com formato iglu, seu novo modelo possui duas entradas e armações marcadas com sistema de cores para facilitar a montagem.

A questão da hidratação também deve ser olhada com atenção, especialmente se a trilha for feita no verão, época de muito calor no local. A Trilhas & Rumos possui várias opções de cantis, entre eles o Cantil Flexível Hidrat 2, que comporta dois litros de água e é adaptável a diversos modelos de mochilas. A saída de água é feita por uma mangueira que, conectada ao cantil, chega até a boca do usuário e permite que ele beba mesmo em movimento.

Além disso, segurança é fundamental. É recomendável levar um kit de primeiros socorros, como o Estojo SOS da Trilhas & Rumos, ideal para guardar bandagens, esparadrapo e curativos.

Saiba mais sobre a travessia na Internet:

www.zone.com.br

guiadolitoral.uol.com.br

webventure.ig.com.br

www.premioreportaje.org

www.freddyduclerc.com.br

www.aventurajah.com.br



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