Dicas e Roteiros

Parque Nacional da Tijuca



O Parque Nacional da Tijuca tem 32 km2 e divide a cidade do Rio de Janeiro ao meio e é composto pelas serras da Tijuca e da Carioca. Hoje relativamente preservado, já sofreu com o desmatamento para plantio de café, no século XIX, quando a cidade que crescia ao pé destas montanhas começou a sofrer com a falta d’água. Após alguns anos, decidiram por reflorestar a área, obra conduzida pelo Major Archer e alguns poucos escravos em 12 anos de trabalho. Algumas espécies novas foram introduzidas mas, em sua maioria, o replantio privilegiou mudas de plantas originárias da Mata Atlântica. O Major Archer se preocupou em manter várias trilhas abertas e, algumas delas, ainda estão em funcionamento.

 

Tijuca é uma palavra de origem indígena e significa picada, caminho ou estrada que leva ao mar. Coincidência ou não, o fato é que o parque oferece muitas trilhas ideais para quem está começando a caminhar em ambientes naturais. São fáceis, curtas e bem sinalizadas, ou seja, são de fácil orientação e oferecem o prazer de uma caminhada bonita, sem maiores dificuldades e obstáculos. No entanto, não esqueça que caminhar em trilhas exige algum preparo, por menor que seja ele.

 

Mas não pense que o parque não oferece boas opções para os mais experientes! Já foram catalogadas 91 trilhas ecológicas e 20 caminhos coloniais. Portanto, se tiver disposição e alguma experiência em ambientes naturais, existem vários circuitos de um dia, com mais de um cume no trajeto. Para os muito experientes, conhecedores de navegação e orientação por mapas cartográficos e em ótima forma física, existem circuitos de 14 horas ou mais, percorrendo quase todos os cumes presentes nesta área do parque.

 

Abaixo descrevemos alguns roteiros curtos e tradicionais do parque e arredores, oferecendo vistas de tirar o fôlego e, em geral, ideais para os iniciantes. Algumas delas exigem um pouco mais de experiência, mas nem por isso devem ser desconsideradas. Comece com as mais fáceis e, aos poucos, vá colocando ingredientes como exposição, uso de mãos, uso de mapas e um bom senso de direção (navegação por mapas e bússola) etc. Informe-se, antes, quanto à segurança do local que escolheu para trilhar. Sempre prefira ir com pessoas ou guias que já tenham feito e conheçam bem o roteiro. E boas trilhas…

 

 

Trilhas que se iniciam dentro do Parque Nacional da Tijuca, no Alto da Boavista:

Pico da Tijuca – Com 1.022 m. de altitude, é o segundo mais alto do município e só perde em tamanho para o Pico da Pedra Branca, situado no maciço de mesmo nome, com 1.024 m. Esta trilha já existia em 1853 e, em 1885, já se encontrava sinalizada para excursionistas. Apesar do imponente título de montanha mais alta do parque, sua caminhada é perfeita para o iniciante e não oferece maiores desafios. Ao final, é possível visualizar uma linda paisagem da cidade maravilhosa, especialmente quando se chega à escadaria construída no governo do Presidente Washington Luís, em 1920, com 117 degraus escavados na rocha e correntes de ferro que servem de corrimão até quase o cume, feitos para recepcionar o rei Alberto, da Bélgica, um entusiasmado montanhista. O cume oferece uma ampla vista para todos os lados da cidade. O início da caminhada é no Bom Retiro, dentro do Parque Nacional da Tijuca (Praça Afonso Vizeu, s/n, Alto da Boa Vista) que conta com um estacionamento, precários banheiros e áreas para churrasco e lanches. Não precisa dizer que esta é a trilha mais visitada de todo o parque Tempo de duração: 1h30 a 2hs (ida e volta). Grau de dificuldade: leve

 

Tijuca Mirim – Já que você está no Pico da Tijuca, vale uma rápida passada por este simpático cume, situado pouco abaixo dele (917 m.) e apenas a alguns metros de distância… Se você está na escada escavada na rocha, volte pela trilha e fique atento a uma bifurcação para a sua direita (para quem desce. Esquerda, para quem sobe). Você irá subir um pouco e, logo (uns cinco minutos apenas), atingirá este cume, que oferece bonita vista para a densa mata embaixo, em direção à Baia de Guanabara e, para o outro lado, um perfeito ângulo para fotografar o trecho final da subida do Pico da Tijuca, a histórica escada. Ele é pouco freqüentado e não tomará mais do que meia hora além do tempo já cronometrado para subir o Tijuca. Grau de dificuldade: leve

 

Bico do Papagaio e Cocanha – A saída para esta excelente caminhada é no mesmo Bom Retiro, onde se parte para o Pico da Tijuca e Tijuca Mirim. Pouco depois do início da trilha, uma bifurcação sinalizada oferece as duas possibilidades: Papagaio, com 989 m. de altitude, ou Tijuca. Esta trilha é linda mas mais exigente que a outra. No entanto, todo esforço vale a pena pois é considerada por muitos a vista mais bonita do parque. Ao chegar em um colo, a trilha se bifurca.

A da esquerda leva à Cocanha, com 982 m. de altitude, e oferece um trecho bastante íngreme, seguido de uma descida após chegar a um platô, nova subida até chegar a uma pedra, que deve também ser subida, de onde já temos uma vista maravilhosa. Vá até o fim da rocha e vire à direita, caminhando mais um pouco até chegar ao cume. Tempo de duração: cerca de 1h30 (ida e volta, pelo mesmo caminho). Você também pode voltar até o colo e seguir para o Papagaio.  Grau de dificuldade: semi-pesada

A trilha da direita leva ao Papagaio e é uma subida longa, oferecendo algum trabalho para os braços também, com trechos íngremes, cheios de raízes e algumas rochas. Mais uma bifurcação e, seguindo à esquerda (o caminho mais aberto), chegará em um paredão de rocha que deve ser contornado pela direita, subindo um caminho que está no meio de dois blocos de pedra. Este é o cume secundário e, para atingir o cume principal, precisará do uso de equipamentos de escalada. Mas, para vislumbrar a cidade, nenhum esforço adicional é necessário. Se você decidir voltar daqui, o tempo total deverá ser de 1h30 a 2hs. Grau de dificuldade: semi-pesada

Pedra do Conde – com 821 m. de altitude, a Pedra do Conde tem este nome em homenagem ao Conde Gestas, que possuía uma fazenda no local. A caminhada começa na Capela Mayrink, descendo pela escadinha que tem à direita, perto do asfalto, pouco antes de chegar à igrejinha. Siga por um caminho pavimentado, cruze uma ponte e suba alguns degraus do outro lado. Este lugar é conhecido como playground e a trilha começa do outro lado de sua chegada, atrás de um conjunto de mesas feitas de pedra, à direita da churrasqueira (a trilha é um pouco fechada. Se você estiver na trilha à esquerda da churrasqueira, que segue beirando o rio, volte. Está na trilha errada!). O caminho é em ziguezague, com uma curva de 180º para a esquerda a poucos minutos do início da caminhada. Durante um bom tempo não terá nenhuma encruzilhada no caminho e, quando aparecer, será uma tripla. O caminho correto é o da esquerda (de novo, 180º). Se você quer ir até o Alto da Bandeira, a opção é o caminho da direita. Seguindo para o Conde, na próxima encruzilhada siga em frente. Logo será possível ver a Cocanha, Papagaio e Tijuca. Continue em frente. Aqui, a trilha fica plana por um tempo para depois subir ligeiramente e, pouco mais a frente, ficar íngreme. Mais uma bifurcação, onde também deverá ser tomado o caminho da esquerda e, na próxima, deve-se optar pela direita (180 o ). Suba em ziguezague um trecho íngreme, dobrando novamente à direita e logo chegando a um local onde já é possível avistar a zona norte da cidade. Daqui até o cume, a trilha se torna bastante íngreme, onde é necessário usar também as mãos. Na bifurcação seguinte, siga à direita e você já está no cume. Tempo total: 1h30 a 2hs30.  Grau de dificuldade: semi-pesada

 

 

Trilha que se inicia no Parque Lage, bairro Jardim Botânico:

Parque Lage / Corcovado – Esta é uma daquelas caminhadas clássicas do Rio de Janeiro, pela beleza que proporciona ao chegar, caminhando, em um dos cartões postais da cidade e por sair de um local tão acessível como o Parque Lage. Está dentro do Parque Nacional da Tijuca, mas não exige que se vá até a sede do parque, situada no Alto da Boa Vista. O começo e, provavelmente, o final será no Parque Lage, que está na Zona Sul do Rio, no bairro do Jardim Botânico. A subida é bastante íngreme, exigindo o uso das mãos, e, apesar de relativamente curta, oferece um bom desnível a se vencer. Esteja com o fôlego em dia…  Tempo total: cerca de 4hs (1h30 a 2hs para subir).  Grau de dificuldade: pesada

 

 

Trilhas que se iniciam na Barrinha e na Pedra Bonita, na rampa de vôo livre:

Pedra da Gávea – Esta é, talvez, uma das montanhas mais bonitas do Parque Nacional da Tijuca. Seu desenho único, parecendo formar um rosto na face voltada para São Conrado, abriga histórias e lendas sobre os fenícios, que teriam feito inscrições ali. São 842 m. acima do nível do mar e do cume avista-se a Barra da Tijuca, São Conrado, Zona Sul e o mar. Como se não bastasse, ainda temos a visão privilegiada dos vôos de asa delta e parapente, decolando da Pedra Bonita, 146 metros abaixo. Gávea é o nome do mirante que existe no topo do mastro mais alto da embarcação. Como a pedra tinha esse formato, aos olhos de navegantes portugueses, foi fácil nomeá-la.

Se a trilha não é tão difícil assim, alguns trechos exigem o uso das mãos, são bastante expostos e a subida é íngreme o suficiente para exigir bom preparo físico do caminhante. A Carrasqueira é o trecho mais difícil tecnicamente e consiste em uma passagem de rocha, com alguma exposição. Aqui, conhecimentos de escalada ajudam bastante e uma corda pode ser fundamental, dependendo do grupo.  A trilha mais feita é a que se inicia na Barrinha, na Barra da Tijuca. Tempo total: de 4 a 6 horas ida e volta. Grau de dificuldade: pesada

 

 

Pedra Bonita – Conhecida por causa da rampa de vôo livre, muitos não sabem que ali não é o cume desta montanha. A trilha para o cume é curta e íngreme e, se feita durante o verão, o calor é insuportável por ser pouco protegida do sol. Ela começa um pouco antes do estacionamento da rampa, antes de uma ladeira bastante íngreme de paralelepípedo. De frente para a ladeira, a trilha fica antes da área para estacionamento, à direita, com uma placa indicando o início. Ela não tem muito mistério, provavelmente com apenas uma bifurcação significativa (para subir, escolha o caminho da direita. Para descer pela outra trilha, escolha também o caminho da direita). O cume é grande e fica sobre uma laje de pedra. A descida pode ser feita por outra trilha, mais íngreme mas mais curta, que termina praticamente na rampa, já acima da ladeira citada. Tempo total: cerca de 1h a 1h30. Grau de dificuldade: leve

Obs: O grau de dificuldade é definido por uma escala simples com apenas três “tipos” de caminhada: leve, semi-pesada e pesada. Este grau, como qualquer graduação, é subjetivo mas leva em consideração o percurso, o ganho de altitude em um dia, a distância percorrida, etc. Lembre-se que uma caminhada pode ser pesada mesmo sendo feita em apenas um dia… Bem como pode ser leve, mesmo sendo feita em vários dias curtos e planos…

 

 

Tijuca com Trilhas & Rumos

Para levar lanche e acessórios nos passeios feitos na Tijuca, especialmente nos passeios curtos, uma boa dica é a mochila Anaton 18, que possui formato anatômico e espaço para cantil flexível.
A hidratação deve ser levada em conta para quem vai conhecer a Tijuca, especialmente no verão carioca quando a temperatura chega fácil aos 40º. A Trilhas & Rumos possui várias opções de cantis, entre eles o Cantil Hidrat Boca Larga, fruto de um aperfeiçoamento do tradicional Cantil Hidrat da Trilhas & Rumos. Este modelo é mais técnico e funcional, é feito em PVC, flexível e tem capacidade para dois litros. Sua boca larga facilita a limpeza e abastecimento. E é adaptável a várias mochilas da Trilhas, tais como a Commuter 25, Anaton 18, Crampon 21 e Hidrat 7. A saída de água é feita por uma mangueira que, conectada ao cantil, chega até a boca do usuário e permite que ele beba mesmo em movimento.
Saiba mais sobre o parque da Tijuca na Internet

http://www.amigosdoparque.org.br
Atualizado por Márcia Soares, em dezembro de 2010.



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