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Relatos de Aventura


Você já viajou sem sair de casa? Pois saiba que isso é possível, e não estamos falando de navegar na Internet. Existem vários livros de aventura e montanhismo, de autores nacionais ou traduzidos para o Português, que convidam o leitor a grandes aventuras. Muitos contam histórias de expedições, acidentes em montanhas, viagens no mar ou experiências vividas em lugares inóspitos. O Everest, por exemplo, já foi tema de vários livros do gênero.

Claro que para os que gostam de atividades ao ar livre não há nada como seguir para uma viagem de férias com um bom roteiro nas mãos. Mas na impossibilidade de fazê-lo, seja por falta de dinheiro, compromissos com trabalho ou família ou qualquer outro motivo, preparamos uma lista com alguns clássicos sobre viagens de aventura ou montanhismo.

Recomendamos, também, uma visita à livraria do site da Trilhas & Rumos.

Boa leitura e aventura!

Annapurna – Lançado em 1951, este clássico da aventura relata uma das expedições mais dramáticas já vividas na montanha. Impossibilitado de escrever, seu autor ditou-o na cama do hospital onde se recuperava dos danos físicos sofridos durante a escalada à montanha que dá nome ao livro. No dia 3 de junho de 1950, o francês Maurice Herzog e seu companheiro de equipe Louis Lachenal alcançaram o topo do monte Annapurna, no Himalaia, tornando-se os primeiros a conquistar uma das catorze montanhas de mais de 8 mil metros do mundo, entretanto, sob imensas dificuldades e limite de tempo. A narrativa de Herzog, líder da expedição, desde a travessia do sul do Nepal até a conquista do cume é de tirar o fôlego.Annapurna: o primeiro cume de mais de 8 mil metros conquistado pelo homem, Autor: Maurice Herzog, Ed. Companhia das Letras, 2001.

No ar rarefeito – Oito pessoas mortas. Entre elas, dois dos melhores alpinistas da época: Scott Fischer e Rob Hall. Sem dúvida o dia mais fatal da história do Monte Everest, 10 de maio de 1996. Um dos sobreviventes, o jornalista Jon Krakauer, narra o acontecimento com a emoção de quem presenciou a tragédia, mas sem se afastar do relato preciso dos fatos. Dois grupos de alpinistas, liderados por Fischer e Hall, retornavam da escalada bem sucedida quando, a 8000m de altitude, foram pegos pela forte tempestade. Neste relato emocionado, Krakauer reconstitui os fatos da maneira mais precisa possível e faz uma reflexão sobre o fascínio que a aventura de tantos riscos exerce sobre as pessoas e o poder por vezes terrível que os sonhos podem ter sobre nós. O livro é best-seller nos Estados Unidos e na Europa, o mais famoso relato sobre a tragédia de 1996. No ar rarefeito, Jon Krakauer, Ed. Companhia das Letras, 2000.

A escalada – O alpinista russo Anatoli Boukreev, defende-se das acusações de não ter ajudado como deveria clientes que pagaram U$ 65 mil para subir ao teto do mundo o Everest, na tragédia de 1996. É um contraponto ao livro No Ar Rarefeito. Uma outra versão, que se não diminui a tragédia, exibe uma dos mais ousados resgates na montanha. A escalada: a verdadeira história da tragédia no Everest,Autor: Anatoli Boukreev e G. Weston de Walt, Editora 34, 2000.

Em busca da alma de meu pai – Terceiro livro lançado sobre a tragédia de 1996, no Everest, desta vez sob o ponto de vista de um sherpa, Jamling Norgay, chefe de escalada da expedição de filmagem Imax. Além de narrar os acontecimentos trágicos daquele verão, Jamling, filho de Tenzing Norgay (o sherpa que acompanhou Edmund Hillary na primeira escalada ao Everest, em 1953), refaz os passos do pai. Fala com simplicidade e emoção sobre a cultura sherpa e o budismo: para ele, a conquista da montanha é uma experiência de fé e humildade. Tem introdução feita por Jon Krakauer e prefácio escrito por Dalai-Lama.Em busca da alma de meu pai: a jornada de um sherpa ao cume do Everest, Autor: Jamling Tenzing Norgay & Broughton Coburn, Ed. Companhia das Letras, 2002.

Fantasmas do Everest – O livro apresenta todos dos fatos da expedição realizada em 1999, que descobriu o corpo de George Mallory, montanhista britânico que junto com Andrew Irvine poderia ter sido o primeiro a alcançar o topo do Everest, em 1924. Entretanto, sempre ficou a dúvida se realmente ele chegou ao cume, já que eles foram atingidos por uma avalanche. Fantasmas do Everest, em busca de Mallory e Irvine. Autores: Jochen Hemmleb, Larry A. Johnson, Eric R. Simonson, Ed. Companhia das Letras, 1971.

Na Natureza Selvagem – Lançado um ano antes da trágica escalada no Everest, este livro de Krakauer segue os passos de um jovem que abandona sua vida confortável para se tornar um caroneiro sem rumo definido. Inspirado pela literatura de Jack London, o jovem Chris McCandless deixa a família para trás, muda de nome e abre mão de seu carro para embarcar numa aventura romântica que teria tudo para ser inspiradora, não fosse o fato de terminar em tragédia. O jovem foi encontrado morto no Alasca dois anos depois do início de sua aventura. Como bom jornalista, o autor entrevista as pessoas com quem o rapaz teve contato neste período, visita os locais por onde passou e recolhe pistas para tentar resgatar sua história, que, assim como outras que o autor relata em paralelo ao longo do livro, tanto fascínio exerce nas pessoas. É considerado por muitos o melhor livro de Krakauer, e em 2007 foi para as telas do cinema como um longa metragem. Na natureza selvagem, Autor: Jon Krakauer, Ed. Companhia das Letras, 1998.
 
Sobre homens e montanhas – Outro clássico do jornalista Jon Krakauer, trata-se de uma coletânea de artigos publicados pelo autor em revistas sobre alpinismo, que narra histórias emocionantes e muitas vezes trágicas de aventuras por montanhas inóspitas. Krakauer relata experiências reais vividas ao redor do mundo, do Himalaia ao Alasca, e mostra como homens e mulheres enfrentam paredes de rocha por todo planeta, o que fazem, como sobrevivem e os que os motiva. Sobre homens e montanhas, Autor: Jon Krakauer, Ed. Companhia das Letras, 1999.

Tudo pelo Everest – Relato emocionante e vívido de Waldemar Niclevicz, na tentativa de vencer o desafio de escalar o Everest, sem o auxílio de oxigênio artificial. Mais do que um diário de viagem, mostra em detalhes os preparativos minuciosos da participação nessa expedição, além de relatos da geografia física e humana do Himalaia e as belezas das paisagens da região. Tudo pelo Everest, Autor: Waldemar Niclevicz, Ed. Saraiva, 1995.

Everest: o diário de uma vitória – Neste livro, Waldemar Niclevicz, de volta ao Everest, relata como foi a primeira expedição brasileira que conseguiu chegar ao cume da montanha mais alta do mundo. O livro cativa pela maneira como o autor narra a conquista, além dos detalhes que apresenta sobre o Himalaia e belas fotos da região. Everest: diário de uma vitória, Autor: Waldemar Niclevicz, Ed. Sagarmatha, 1995.

Na estrada do Everest – Relato sobre a escalada de Airton Ortiz, aventureiro e jornalista brasileiro, ao Monte Everest. Na primeira parte do livro, Airton faz um apanhado das diferenças culturais entre o Ocidente e o Oriente durante sua estadia em Katmandu, capital nepalesa. Na segunda parte, refaz o caminho da 1ª expedição que venceu a montanha, em 1953. Na estrada do Everest, Airton Ortiz, Ed. Record, 2000.

Aventura no Topo da África – O jornalista brasileiro Airton Ortiz descreve seus passos desde a chegada em Joanesburgo até a pisada firme na boca da cratera no cume do Kilimanjaro. Ele mistura os acontecimentos, as aprendizagens e as aventuras de sua viagem com informações históricas e anedotas. Diferente da maioria dos turistas que vão “conhecer a África” e falam do continente como se se tratasse de apenas um país, a curiosidade de Airton não se restringe às paisagens e aos locais por onde ele passa, mas também abrange as vidas das pessoas que encontra pelo caminho. Aventura no topo da África – Trekking no Kilimanjaro, Autor: Airton Ortiz, Ed. Record, 1999.

Sete picos – Frank Wells era o presidente de um grande estúdio de cinema, Warner Brothers. Dick Bass é um multimilionário empresário do setor de energia e de estações de esqui. Na meia-idade, ambos deixaram o lar, a família e negócios bem-sucedidos nos Estados Unidos para realizar um sonho impossível: serem os primeiros a escalar a montanha mais alta de cada um dos sete continentes, do Mckinley ao Everest. Os obstáculos eram muitos e implacáveis, mas a recompensa foi o triunfo de ficar em pé no topo de cada continente da Terra. Uma espetacular história de aventura, suspense, de tirar o fôlego. Sete Picos, Autores: Dick Bass e Frank Wells, Ed. Marco Zero, 1995.

Cem dias entre céu e mar Desde 1985, este livro já teve 32 edições e mais seis reimpressões. Isso porque ele consegue o milagre de fundir notícia recente com história de sempre. A espetacular viagem de Klink, o navegador solitário, entre dois dos maiores pólos culturais dos brasileiros a África e a Bahia, guarda todo o frescor da novidade. Mesmo porque, entre nós, não houve, depois dessa navegação, herói com façanha da mesma dimensão. A não ser (na viagem Antártida-Ártico) o próprio Klink! Cem dias entre céu e mar, Autor: Amyr Klink, Ed. Companhia das Letras, 1985.

Paratii – entre dois pólos Na narração de Klink, o tão alardeado Deserto Branco está mais do que cheio de vida: animais como leões-marinhos e pingüins vivem ali por entre os pólos gelados, de branco irradiante, dos mares e das banquisas antárticas. Foram eles os companheiros de grande parte dessa longa viagem de Klink. De todos os quase dois anos inteiros que durou a expedição solitária de Klink à Antártica e ao Ártico, meses a fio seu barco Paratii ficou preso entre os gelos do áspero inverno austral de frentes mais do que frias. Paratii – entre dois pólos, Autor: Amyr Klink, Ed. Companhia das Letras, 1992.

Mar Sem Fim – A aventura de Amyr Klink começa num dia supersticioso, 31 de outubro de 1998, o dia das bruxas. Foi quando ele deixou a baía de Jurumirim em direção ao seu objetivo, circunavegar a Antártica. Uma experiência que muitos já tentaram, mas poucos obtiveram êxito. Foram meses de descobertas maravilhosas, imagens jamais vistas – leões marinhos, albatrozes, petréis, e até uma baleia cachalote resolveu dar as boas vindas ao argonalta. Tempestades, marés furiosas, ondas gigantescas e alguns sustos também fizeram parte deste cenário. É uma emoção atrás de outra, o livro se completa com fotos magníficas durante a viagem. Mar sem fim, Autor: Amyr Klink, Ed. Companhia das Letras, 2000.

Linha d´água: entre estaleiros e homens do mar – O livro mais recente de Amyr Klink apresenta a história da construção, lançamento e navegação do Paratii 2, “um barco simples como canoa e cargueiro como navio”. E a busca dessa simplicidade e dessa amplidão demanda um tempo que no mar é sempre escasso. O leitor acompanha o nascimento do interesse de Amyr pelos barcos, sua paixão pelas canoas de Paraty, as leituras desfrutadas no sótão e as histórias recolhidas pelo mar. O livro traz um barco como tema, mas o homem é o porto. E, como toda boa história marítima, tem até tesouro enterrado. Linha d’água: entre estaleiros e homens do mar, Autor: Amyr Klink, Ed. Companhia das Letras, 2006.

Endurance – Fotos inéditas de Frank Hurley ilustram o livro da jornalista Caroline Alexander sobre a terceira expedição de Ernest Shackleton à Antártida. A bordo do Endurance, o explorador partiu em 1914 com uma tripulação de 27 homens para o continente antártico. Queriam ser os primeiros a percorrê-lo a pé. A tentativa fracassou quando o navio Endurance foi destroçado pelo gelo. Dias terríveis, dias deslumbrantes. Depois de perambular meses e meses, toda a tripulação regressou sã e salva à terra firme. As imagens de Frank Hurley, fotógrafo da expedição, revivem essa história extraordinária de resistência e companheirismo. Endurance, Autor: Caroline Alexander, Ed. Companhia das Letras, 1999.

O último lugar da Terra – Muitos livros já foram escritos sobre as expedições, inglesa e norueguesa, que disputaram a primazia em chegar ao Pólo Sul. Neste livro, Roland Huntford, baseando-se nos diários dos dois comandantes – Amundnsen e Scott -, cartas pessoais, relatos e depoimentos inéditos, mostra que o capitão Scott fracassou na expedição devido a falta e preparo e arrogância. Para quem quer planejar uma expedição, este livro mostra como uma expedição bem sucedida foi planejada e como uma malograda também. O último lugar da Terra, Autor: Roland Hunford, Ed. Companhia das Letras, 2002.

No coração do mar – A história verídica do naufrágio do baleeiro Essex, o trágico episódio ocorrido no século XIX, quando um imenso cachalote atacou o navio, golpeando-o duas vezes com a cabeça. Ele afundou pouco tempo depois. Os tripulantes, escapando do naufrágio, se amontoaram em três botes e ficaram à deriva por mais de três meses, em meio ao oceano Pacífico. O historiador Nathael Philbrick reconstrói esta história a partir de documentos inéditos e mostra até que ponto pode chegar a sobrevivência humana. Herman Meville inspirou-se neste naufrágio para escrever “Moby Dick”. No coração do mar, Autor: Nathaniel Philbrick, Ed. Companhia das Letras, 2000



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