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Parque Provincial do Aconcágua


 

Localizado na Argentina, próximo à fronteira com o Chile, o Parque Provincial Aconcágua abriga a montanha mais alta das Américas e também do Hemisfério Ocidental: o Aconcágua, com 6.962 metros de altitude. Sua imponência e relativa facilidade para subi-la, atraem montanhistas de todos os lugares do mundo, tornando-a uma das montanhas mais procuradas dos Andes.O parque foi criado em 1983, com 71 mil hectares, e está localizado a 180 km da cidade de Mendoza, no departamento de Las Heras. Desde 1990 tem regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. Sua entrada (a 2.700 metros de altitude) fica a 3 km do vilarejo de Puente del Inca. O parque tem como objetivo preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua. A conservação de seus recursos naturais é muito relevante para o ecossistema dessa região andina, e garante o abastecimento de água para consumo e irrigação das cidades próximas da cordilheira, que dependem de seu degelo.
Além do parque Aconcágua, outros dois parques de alta montanha podem ser visitados na região: o do Vulcão Tupungato e o da Laguna del Diamante. No Cordón del Plata, a 70 quilômetros da cidade de Mendoza, é possível subir vários cumes superiores a 5.000 metros de altitude, em saídas de três a cinco, ideal para o treinamento e a aclimatação de quem quer subir o Aconcágua.A época mais recomendada para visitação do Parque Provincial Aconcágua é entre novembro e março, sendo de meados de dezembro a janeiro considerado o período de alta temporada dentro do parque, o que encarece, inclusive, os valores das taxas de entrada (chegam a US$ 754 por pessoa para quem permanecer até 20 dias para subir o Aconcágua).

Uma curiosidade a parte:
a região de Mendoza é conhecida no mundo pela qualidade dos vinhos que produz, especialmente o Malbec de Luján de Cuyo, considerado um dos melhores do mundo. É uma região muito moderna, que conta com um aeroporto internacional, todo tipo de transporte e uma capacidade hoteleira de 15 mil vagas, entre campings, apartamentos para alugar, casas, hotéis, pousadas etc.
Os valores para as taxas de entrada são estabelecidos conforme o período de permanência dentro do parque e data da visita (baixa, média ou alta temporada). Detalhes no site oficial do parque:www.aconcagua.mendoza.gov.ar
Apesar da baixa altitude se comparada a outras regiões de alta montanha, como o Himalaia, o parque do Aconcágua tem grande umidade, precipitação e ventos, o que torna o local bastante hostil. Quem visita a região deve se preparar para enfrentar os constantes ventos, que chegam a rajadas de 200 km/h. Seu clima é frio e seco durante quase todo o ano, com temperaturas que podem atingir grandes variações térmicas num mesmo dia, entre -2º e 30 graus no verão, e -15º e 10 graus no inverno. Aliás, o inverno é bem rigoroso no local e por isso não é indicado para visita, A neve cobre totalmente o acesso, inclusive a casa sede da entrada do parque.A vegetação é formada por estepe de arbustos baixos e praticamente desaparece a partir dos 3.300 metros. Destacam-se, também, os mais de 60 tipos de aves encontrados dentro do parque, sendo as espécies mais típicas o condor e a águia chilena. Sua linda paisagem montanhosa, grandes vales, prados, pântanos e rios multicoloridos, oferece aos visitantes diversas possibilidades de trekking, desde curtas caminhadas de um dia, até a subida ao Aconcágua, recomendada aos montanhistas mais experientes.O parque conta com vários atrativos naturais de mais fácil acesso: a Laguna de los Horcones, local de alimentação e reprodução de numerosas aves aquáticas, mamíferos e anfíbios e que fica próxima à entrada do parque (uns 20 minutos de caminhada); a Laguna Espelho, que tem grande diversidade de plantas e animais, e a água provém de degelos; os Blocos Errantes, imensas rochas que foram depositadas, originariamente, região pelos glaciais da região; além do Mirante do Aconcágua, que oferece uma magnífica vista panorâmica da Parede Sul, com seus glaciais suspensos, denominados seracks.Para quem quer pernoitar, os roteiros mais comuns são aqueles que servem também de caminho para a subida do Aconcágua. Uma boa opção é a caminhada de nível moderado até a Plaza Francia (4.200 metros de altitude), feita normalmente em três dias, ida e volta (uns 26 km), com um primeiro acampamento em Confluência e outro no local de destino. O local é o segundo acampamento para quem vai ao Aconcágua, e é muito usado como campo base para quem pretende subir a face sul da montanha, a mais vertical difícil, feita apenas por escaladores mais experientes. Dizem que é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua.Estendendo em mais dois dias a permanência, totalizando cinco dias dentro do parque, pode-se seguir até a Plaza de Mulas (4.230 altitude), acampamento base para quem vai fazer a via normal do Aconcágua. Para todos estes roteiros há grande oferta de agências de turismo na cidade de Mendoza. Elas oferecem toda a organização logística (alimentação, barracas, banheiros, água potável e chuveiro), bem como guias para as atividades. Mais de cinco mil pessoas passam pelo parque todos os anos.Além de áreas de acampamento, o parque e as agências de ecoturismo oferecem serviço de carregadores com mulas (que originou o nome Plaza de Mulas porque é o ponto máximo aonde vão) para levar o material mais pesado. Neste mesmo local é possível se hospedar no Hotel Refugio Plaza de Mulas, com um conforto que não seria de se esperar a 4.370 m de altitude. Para qualquer roteiro no parque, é sempre recomendável o acompanhamento de um guia experiente.Subida ao Cerro Aconcágua

A palavra Aconcágua na língua quíchua significa “a sentinela branca”, em aymará pode ser traduzido por “a sentinela de pedra”.

Para subir o Aconcágua o parque exige guias regulamentados, além de pagamento de acesso mais caro e seguro de vida. Tudo deve ser providenciado antecipadamente e exclusivamente na cidade de Mendoza, no Departamento de Recursos Naturais Renováveis, Parque General San Martin.

O Aconcágua é uma montanha que oferece desafios interessantes para qualquer montanhista.  A rota normal (face norte) é fisicamente exigente e necessita de conhecimentos básicos sobre a logística de uma escalada de alta montanha, além de técnicas de escalada em gelo e neve. A falta de glaciares nesta rota faz dela a montanha perfeita para quem quer dar os primeiros passos em altitude. Mas não se engane! O Aconcágua vitima muita gente por temporada – curiosos inexperientes que acabam negligenciando a segurança por achar que a subida, por não ser técnica, é fácil.

A Plaza de Mulas, a 4230m de altitude, é o acampamento base e ponto de partida para as expedições de escalada à face norte, a mais realizada. Já a Plaza Francia dá acesso à parede sul, de mais difícil acesso. Com vias para os escaladores mais experientes, a face sul tem grau de dificuldade extrema em gelo, neve e rocha. As vias “Glaciar dos Polacos” e “Face Sul” possuem glaciares e exigem muita técnica e conhecimento em ambientes de neve e instáveis.

Mesmo sem considerar as dificuldades da via escolhida, as grandes altitudes, o clima extremado e as baixíssimas temperaturas já são desafios suficientes na dura jornada até o cume desta fascinante montanha andina.

Para quem não está acostumado a grandes altitudes é comum a sensação de cansaço, sono ou dor de cabeça. Por isso, uma das atitudes mais importantes a ser tomada é a aclimatação, que consiste em preparar o corpo, aos poucos, para ir avançando na subida da montanha, onde o ar é mais rarefeito. Para facilitar este processo, tome muito líquido a todo instante, não deixe de fazer nenhuma das refeições, leve powerbars para as caminhadas de aclimatação, respire pelo nariz e caminhe pausadamente, pois a falta de oxigênio é perceptível. Faz parte do treino passar o dia numa altitude mais elevada e voltar para dormir no nível anterior.

Além disso, fique ligado na melhor época para escalá-la. Pelo histórico da montanha, cerca de 50% das pessoas que tentam subi-la, conseguem entre janeiro e fevereiro Entre novembro e início de dezembro, apenas 10% conseguem, por causa do clima.

Como chegar

Para chegar ao Parque Provincial Aconcágua é preciso viajar até a cidade de Mendoza (1.000 km de Buenos Aires), onde se chega facilmente por vôo internacional. De lá se percorre 180 km pela RN-7 (Ruta Nacional 7), em direção ao Chile, passando pelas cidades de Uspallata, Polvaredas, Potrerillos, Punta de Vacas, Penitentes e, enfim, Puente del Inca, em umas três horas de viagem de carro ou ônibus. A entrada do parque está localizada a 3 km depois da cidade de Puente del Inca. Alguns preferem pegar um vôo até Santiago, capital do Chile, e de lá seguir de ônibus (cerca de 360 km, ou 7h de viagem).

Aconcágua com Trilhas & Rumos

A subida ao Aconcágua exige atenção na escolha dos equipamentos, que devem ser bastante técnicos, tanto por causa das baixas temperaturas, como pela altitude a ser alcançada. Afinal, quanto mais conforto estes equipamentos puderem proporcionar, melhor.

Para carregar todo o material, é necessário uma boa mochila cargueira, como por exemplo, a CramponTech 77 Tech. Ideal para grandes caminhadas, possui compartimento para garrafas e cantil de hidratação, e ajuste rápido da estrutura de apoio pelo Quick Fit System. Para os que precisam de um pouco mais de espaço, vale levar a cargueira Crampon 80, a maior da Trilhas & Rumos. Com armação anatômica metálica, é feita com tecido resistente a rasgos (Kodramax II).

O saco de dormir é outro item fundamental neste roteiro. O que agüenta temperaturas mais baixas, em nossos modelos, é o Super Pluma Gelo, que tem resistência para até 15º C negativos. Possui dupla camada com recheio em Microtech (micro filamentos de fibras siliconadas), que aumentam a retenção de ar e, conseqüentemente, aquecem mais. Pesa 1,7 kg e é feito em náilon ripstop.

Outra sugestão para o roteiro, em relação aos vestuários, é o Abrigo Parkha Klima, que é composto por duas peças: um casaco interno de fibra polar e, por fora, um anorak. Tem a opção de se desmembrar em dois, nos momentos mais quentes. Possui impermeabilização para 1.200 mm de coluna d’água, e reforço em pontos mais expostos ao atrito (ombros e cotovelos). Este abrigo pode ser usado na parte mais baixa do percurso, em conjunto com outros agasalhos, apropriados para estas condições climáticas.

Mais informações na internet:
www.aconcagua.mendoza.gov.ar
www.roteirosandinos.altamontanha.com
www.aconcaguatrek.com
www.altamontanha.com
www.aconcagua.com.ar
www.refugioplazademulas.com.ar
www.cerroaconcagua.com

 

Por Márcia Soares, em novembro de 2010.



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